ALEXANDRE DUMAS PAI
Alexandre Dumas, pai (Villers-Cotterêts, 24 de julho de 1802 — Puys, 5 de dezembro de 1870) foi um romancista francês. Seu nome de batismo era Dumas Davy de la Pailleterie. Nasceu na região de Aisne, próximo a Paris. Era neto do marquês Antoine-Alexandre Davy de la Pailleterie e de uma escrava (ou liberta, não se sabe ao certo) negra, Marie Césette Dumas. Seu pai foi o General Dumas, grande figura militar de sua época.
Sepultado no local onde nasceu, o corpo de Alexandre Dumas ficou no cemitério de Villers-Cotterêts até 30 de novembro de 2002. Sob as ordens do presidente francês Jacques Chirac, seu corpo foi exumado e, numa cerimónia televisiva, seu novo caixão, carregado por quatro homens vestidos como os mosqueteiros Athos, Porthos, Aramis e D'Artagnan, foi transportado em procissão solene até o Panteão de Paris, o grande mausoléu onde grandes filósofos e escritores da França estão sepultados.
Em seu discurso, o presidente Chirac disse: "Contigo, nós fomos D'Artagnan, Monte Cristo ou Balsamo, cavalgando pelas estradas da França, percorrendo campos de batalha, visitando palácios e castelos -- contigo, nós sonhamos." Numa entrevista após a cerimônia, Chirac reconheceu o racismo que existiu, dizendo que um erro agora foi reparado, com o sepultamento de Alexandre Dumas ao lado dos companheiros autores Victor Hugo e Voltaire.
A honraria reconheceu que, apesar de a França ter produzido vários grandes escritores, nenhum deles foi tão lido quanto Alexandre Dumas. Suas histórias foram traduzidas em quase 100 idiomas, e inspiraram mais de 200 filmes.
A casa de Alexandre Dumas fora de Paris, o Château Monte Cristo, foi restaurada e está aberta ao público.
ALEXANDRE DUMAS FILHO 
Alexandre Dumas, filho, (27 de Julho de 1824 - 27 de Novembro de 1895) foi filho de Alexandre Dumas, pai, e um escritor francês que seguiu os passos de seu pai tornando-se um conceituado autor de livros e peças de teatro.
Alexandre Dumas filho nasceu em Paris, França, filho ilegítimo de Marie-Catherine Labay, uma costureira, e do romancista Alexandre Dumas. Em 1831 seu pai o reconheceu legalmente e assegurou uma boa educação ao jovem Dumas na Instituição Goubaux e no Colégio Bourbon. As leis daquela época permitiram Dumas pai tirar seu filho de sua mãe. A agonia de sua mãe inspirou o filho a escrever sobre personagens trágicos femininos. Em quase todos os seus escritos, ele enfatizou o propósito moral de sua literatura e em sua peça de 1858, "O Filho Natural", ele expôs a teoria de que se alguém traz ilegitimamente um filho ao mundo, então ele tem a obrigação de legitimar seu filho e casar com a mulher.
Adicionalmente ao estigma da ilegitimidade, Dumas filho foi a parte negra, seu avô era descendente de um nobre francês e uma mulher negra haitiana. Nos internatos, Dumas filho era constantemente hostilizado por seus colegas. Esses acontecimentos influenciaram profundamente seus pensamentos, comportamento e obra.
Em 1844 Dumas filho mudou-se para Saint-Germain-en-Laye para viver com seu pai. Lá, ele conheceu Marie Duplessi, uma jovem cortesã que lhe deu a inspiração para o romance La dame aux camélias (A Dama das Camélias), uma das grandes intérpretes dessa obra no teatro foi Sarah Bernhardt. Esse romance é a base para ópera La Traviata de Giuseppe Verdi.
Em 1864, Alexandre Dumas filho casou-se com Nadeja Naryschkine, com quem ele teve uma filha. Após o falecimento dela ele casou-se com Heriette Régnier.
Durante sua vida, Dumas filho escreveu outros doze romances e diversas peças. Em 1867 ele publicou seu semi-autobiográfico romance, "L'affaire Clemenceau", considerado por muitos como uma de suas melhores obras. Em 1874, ele foi admitido na Académie française e em 1894 ele ganhou a Légion d'Honneur.
Alexandre Dumas, filho, morreu em Marly-le-Roi, Yvelines, em 27 de Novembro de 1895 e foi enterrado no Cimetière de Montmartre, Paris, França.
ALGUMAS SINOPSES:
Alexandre Dumas - As Aventuras de Robin Hood
Sinopse:
A vida aventurosa do outlaw (fora da lei, proscrito) Robin Hood, transmitida de geração em geração, tornou-se um assunto popular na Inglaterra, e contudo o historiador muitas vezes carece de documentos para retraçar a curiosa existência do famoso salteador. Grande número de episódios relativos a Robin Hood apresentam características de verdade e lançam um brilho muito vivo sobre os costumes e hábitos do seu tempo.
Os biógrafos de Robin Hood não estão de acordo sobre a origem do nosso herói. Uns atribuíram-lhe nascimento ilustre, outros contestaram-lhe o título de Conde de Huntingdon, mas o certo é que Robin Hood foi o derradeiro saxão que tentou opor-se à dominação normanda.
Os sucessos integrantes da história que pretendemos contar, por muito plausíveis e admissíveis que pareçam, não passam talvez, por fim, de um resultado da imaginação, pois a prova material da sua autenticidade realmente não existe. A universal popularidade de Robin Hood chegou até nossos dias com toda a frescura e brilho da época em que nasceu. Não há um autor inglês que não lhe consagre algumas palavras amáveis. Cordum, escritor eclesiástico do século quatorze, chama-lhe ille famosissimus sicarius (o celebérrimo bandido), Major qualifica-o de humaníssimo príncipe dos ladrões. O autor de um curiosíssimo poema latino, datado de 1304, compara-o a William Wallace, o herói da Escócia. O célebre Gamden diz, falando dele: “Robin Hood é o mais galante dos bandidos”. Enfim o grande Shakespeare, em Como quiser, desejando pintar o modo de viver do duque e aludir à sua felicidade, assim se exprime:
“Lá está na floresta do Arden (das Arãennes), com um bando de homens joviais, onde vive à maneira do Velho Robin Hood de Inglaterra, deixando correr o tempo, livre de todo o cuidado como na época feliz da idade de ouro.”
Se quiséssemos enumerar aqui os nomes de todos os autores que fizeram o elogio de Robin Hood, cansaríamos a paciência do leitor; basta-nos dizer que em todas as lendas, canções, baladas e crônicas que dele falam, ele é apresentado como homem de fino espírito, de incomparável audácia e coragem. Generoso, paciente e bom, Robin Hood era adorado não apenas pelos seus companheiros (jamais foi traído ou abandonado por qualquer deles), mas também por todos os habitantes ao condado de Nottingham.
Robin Hood oferece o singular exemplo de um homem que, sem ter sido canonizado, dispôs de um dia de festa. Até ao fim do século XVI o povo, os reis, os príncipes e os magistrados, na Escócia e na Inglaterra, celebravam a festa do nosso herói por meio de jogos instituídos em sua honra.
A Biografia universal informa-nos ainda que o belo romance de Ivanhoé, de Sir Walter Scott, tornou Robin Hood conhecido na França. Mas, para apreciar a história dessa quadrilha de bandoleiros é necessário recordar que, desde a conquista de Inglaterra por Guilherme, as leis normandas sobre a caça puniam os caçadores furtivos com a perda dos olhos e a castração. Este duplo suplício, pior que a morte, obrigava os desgraçados que haviam incorrido nele a refugiar-se nos bosques, e a exercerem, como único recurso para viver, o próprio ofício que os colocara fora da lei. A maior parte desses caçadores furtivos pertencia à raça saxônia, esbulhada pela conquista, de modo que assaltar um rico senhor normando equivalia quase a recuperar os bens paternos. Esta circunstância, perfeitamente explicada no romance épico de Ivanhoé e no relato das aventuras de Robin Hood, não permite que se confundam os outlaws com os ladrões comuns.
Alexandre Dumas (Pai) - O Conde de Monte Cristo +-+O+Conde+de+Monte+Cristo.bmp)
Sinopse:
Trata-se de uma obra que versa sobre a condenação e encarceramento de um inocente, motivados não por erro de justiça e sim, por conveniência de pessoas envolvidas no retorno de Napoleão da Ilha de Elba para recuperar o trono perdido. Durante uma década e meia, instruído em todas as ciências da época e tendo adquirido gostos e maneiras refinados através de estreito relacionamento com um companheiro de cárcere (abade de cultura enciclopédica), este homem mítico foge milagrosamente da prisão e reaparece em Paris, acobertado sob o manto de riquíssimo e poderoso nobre estrangeiro, com o firme objetivo de restaurar a sua justiça particular. Saídos da pena de Alexandre Dumas, desfilam no texto personagens de toda a alta sociedade parisiense - aristocratas e burgueses enriquecidos - que realizam grandes negócios, mantêm romances ocultos, todos movidos por múltiplas e intensas emoções humanas.
Alexandre Dumas (Pai) - A Mão do Finado
Sinopse:
Continuação de "O Conde de MonteCristo".
Freqüentemente atribuido a Dumas, hoje sabe-se que provavelmente foi escrito por Alfredo Hogan.
Alexandre Dumas (Pai) - Os Três Mosqueteiros +-+Os+Tr%C3%AAs+Mosqueteiros.bmp)
Sinopse
Clássico da capa e espada. A história se passa na França do século XVII, durante o reinado de Luis XIII. Os três mosqueteiros - Aramís, Porthos, Athos - fazem parte da guarda pessoal do rei e conhecem o novato conhecem D´Artagnan em um duelo. Eles se tornarão amigos inseparáveis e lutarão contra os soldados do cardeal Richelieu, inimigo do rei
Alexandre Dumas (Pai) - O Jovem D'Artagnan
Sinopse:
O jovem D´Artagnan deixa seu pequeno povoado no interior da França e vai a Paris, com o sonho de se tornar mosqueteiro. Mal chega à capital, ele é desafiado para duelos sucessivos por Athos, Porthos e Aramis. Antes do primeiro duelo, porém, eles são surpreendidos pela guarda do cardeal Richelieu. Os quatro vencem os rivais e se tornam amigos inseparáveis.
Os três mosqueteiros foi publicado em formato de folhetim em 1844.
Alexandre Dumas (Pai) - Vinte Anos Depois +-+Vinte+Anos+Depois.jpg)
Sinopse:
As aventuras dos Tres Mosqueteiros continuam.
Maquinações políticas, interesses pessoais e intrigas palacianas envolvem o jovem rei de Franca.
D'artagnan e seus amigos estão de volta para socorrê-lo.
Alexandre Dumas - Os Irmãos Corsos
Sinopse:
Dois irmãos gêmeos marcados por um destino fatal...
Quando um deles é morto em um duelo, o outro vem a Paris disposto a vingar sua morte.
A honra de uma dama está em jogo.
Alexandre Dumas - A Guerra das Mulheres 
Sinopse
A novela decorre na França, mais propriamente perto de Bordéus, no ano de 1650. Uma inextrincável intriga de amores secretos que ocultam um acontecimento bem mais importante: a Fronda da nobreza capitaneada por Condé. A rainha Ana de Áustria ocupa a regência, assessorada por Mazarino. O Príncipe de Condé fora preso por ordem do primeiro-ministro e sua mulher confinada a um castelo. O barão de Canolles procura os favores de Nanon de Lartigues, a amante de um dos mais influentes conselheiros da rainha, o Duque de Epernon. O sedutor conhece entretanto uma partidária do Príncipe de Condé que, disfarçada de homem, procura mobilizar tropas para libertar o seu senhor, afastar a regente e colocar no trono o Duque de Enghien. Canolles apaixona-se pelas duas. Seguem-se as peripécias típicas de uma conspiração, a guerra civil que lhe sobrevem e os ajustes de contas. Esta novela é considerada a expressão máxima da trama dumasiana.
Alexandre Dumas (Filho) - A Dama das Camélias
Sinopse
Em plena revolução de 1848 na França, em meio à condenação moral de todo luxo e dos prazeres superficiais oferecidos pela riqueza a uns poucos privilegiados, e alheia a essas agitações políticas, preparava-se (adiada pelo fechamento do teatro) a encenação de "A Dama das Camélias", talvez o mais famoso melodrama de amor já escrito. Para além do alheamento político, o drama captava algo do gosto popular que mantém, até hoje, o poder de nos comover, e espelhava a "fuga" inútil das camadas sociais mais altas para uma vida de formalidades sociais e divertimentos. Nascido de uma ligação amorosa vivida pelo autor, o drama retrata a paixão profunda entre uma prostituta rica e um jovem menos abastado. Em seus encontros, embebidos no ambiente fútil das diversões decadentes da alta classe, sentimos o estranhamento, a dolorosa indiferença desse ambiente à insistência frágil do sentimento que quer se realizar contra o veneno "sensato" das aparências sociais, que precisam ser fatalmente mantidas.
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